A autônoma Fabiana Morais teve muitos problemas de saúde decorrentes da rinite, uma das alergias mais comuns. Ela conta que os sintomas começaram com um coceira no olho até evoluir para a perda de parte da visão. “Nunca fiz um tratamento específico. A gente vinha a base de Loratadina, então não pode faltar porque em qualquer momento a gente pode começar a ter alergia de repente e aí tem que pegar e tomar o medicamento para combater a alergia na hora”, conta. Nesta quinta-feira, dia 8 de julho, é comemorado o Dia Mundial da Alergia e a data chama atenção para o problema de saúde que, segundo a World Allergy Organization, afeta mais de 30% da população mundial. O coordenador do departamento de asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, Pedro Bianchi, faz um alerta: a asma, por exemplo, alergia que afeta 10% da população brasileira, pode levar à morte.

“Diminuiu muito a taxa de internação por asma, porque atualmente a gente trata melhor essa doença e caiu em 75% na rede hospitalar pública. Mas por dia ainda morrem sete pessoas por crise de asma. Em geral, são pessoas que não fazem o tratamento adequado”, explica. Existem vários tipos de alergia, como de pele, alimentos e picadas de insetos, por exemplo. Segundo o médico, de uma maneira geral, a prevalência destas doenças vem crescendo ao longo dos anos nos humanos em função do nosso comportamento. “Você tem uso de antibiótico até usado indiscriminadamente. Às vezes não tem o aleitamento material como deveria e seu fator protetor contra alergia, algumas pessoas fumam, o que é um fator maléfico”, disse. As alergias tem diferentes tipos de gravidade e o tratamento correto é imprescindível para prevenir crises e ter o controle da doença. Por isso, a recomendação é que diante sintomas iniciais você procure um médico.

*Com informações da repórter Carolina Abelin 

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