O Ministério Público e da Polícia Federal deflagraram nesta quinta-feira, 25, uma megaoperação contra uma máfia que monopolizava a venda de cigarros no Grande Rio. Um dos alvos da operação participou recentemente de uma outra polêmica na cidade quando se tornou anfitrião de uma festa não autorizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro no hotel Copacabana Palace, que foi multado em mais de R$ 15 mil e proibido de fazer eventos por um período de até 30 dias. Adilson Oliveira Coutinho Filho. conhecido popularmente entre amigos e mais próximos como Adilsinho, foi o organizador do evento realizado em 14 de maio. A festa reuniu mais de 500 pessoas e contou com a presença de artistas nacionais. A Polícia Federal procurou Adilsinho nesta quinta-feira em vários endereços, porém ele não foi encontrado. Ele está foragido, assim como o irmão e outros integrantes desta quadrilha, que monopolizava a venda de cigarros, especialmente na Baixada Fluminense. A quadrilha obrigava pequenos comerciantes a venderem uma determinada marca de cigarro, com direito até a tabelamento de preços. Quem se recusava, sofria gravíssimas ameaças. Essa quadrilha, inclusive, é ligada a outra máfia, a de caça-níqueis e a do jogo do bicho. Segundo as investigações do Ministério Público e da polícia, de 2019 para cá, o bando teria faturado mais R$ 45 milhões com o monopólio da venda de cigarro.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

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