Com avanço contínuo da Covid-19 no Brasil – e no mundo – alternativas tecnológicas têm sido criadas para monitorar possíveis infectos pelo coronavírus e, com isso, evitar a propagação da doença. Uma dessas propostas está sendo testada em duas cidades do interior de São Paulo. A iniciativa é do Instituto Butantan e chama “isolamento inteligente”. O coordenador do projeto, Ricardo Haddad, explica como funciona. “Você baixa o aplicativo na internet e diariamente a ideia é que as pessoas façam auto avalição pela manhã, demora 20 segundos, tem seis perguntas, é simples. Ele tem um algoritmo que define para você se o seu estado está tudo bem, você de certa forma está tranquilo ou se tem que procurar uma unidade de saúde para fazer o exame, comenta. O aplicativo Global Health monitor está interligado com a plataforma digital chamada Tainá, desenvolvida pelo Butantan e atualizada com informações dos exames. Nos casos positivos, o aplicativo busca com quem essa pessoa ficou por mais de 15 minutos a uma distância de 2 metros e manda um alerta.

O secretário de saúde de Taquaritinga, José Fonseca Neto, relata que mais de 100 pessoas da cidade, que participa do estudo, foram comunicadas pelo aplicativo sobre a possibilidade de contaminação e 10% tiveram diagnósticos positivo. “A gente detectou pessoas positivas que estavam indo para almoçar e já iam retornar para o trabalho. Detectamos família que o jovem de 19 anos, por exemplo, que no dia anterior estava em uma praça pública com os seus amigos. Então esse trabalho de detectar e isolar faz uma diferença muito grande na linha de transmissão”, afirmou o secretário. Ele estima que pelo menos seis mil pessoas já baixaram o aplicativo. Outra tecnologia parecida, desenvolvida pela Google, foi disponibilizada para os governos mundiais, entre eles o Brasil. O sistema emite alertas de contato com pessoas positivadas e funciona há mais de um ano pelo aplicativo Coronavírus SUS, que pode ser baixado de graça. A Jovem Pan questionou o Ministério da Saúde sobre a divulgação do aplicativo e número de notificações. No entanto, a pasta informou que as informações pessoais não são armazenadas por questões de segurança.

*Com informações da repórter Carolina Abelin

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