O empresário Rafael Paiva não está preocupado com o aumento na conta de luz. Ele aderiu ao sistema solar de geração distribuída. “O valor do investimento foi de R$ 23.500 e aí assim, a gente acabou fazendo esse financiamento de 72 meses. Acaba que depois do período de financiamento você já pagou o equipamento e ele tem duração de 20 anos”, comenta, analisando o custo benefício. “Todo o mês a pessoa vem medir e ela fala assim ‘você gerou tanto e gastou tanto, você tem um crédito de tanto’. Esse crédito você pode consumidor no período de cinco anos e no período do inverno, que tem as baixas, você usa esse crédito para não ter que pagar a conta, para não ter que pagar além do mínimo que eles cobram”, relata. De janeiro a junho, 105 mil novos sistemas de geração distribuída foram instalados no Brasil, 1 gigawatt em cinco meses e o país já alcança 6 GW. Esses consumidores residenciais dobraram em 2020, mas a grande maioria dos brasileiros terá de pagar a conta de luz com aumento, em razão do baixo volume das represas pela maior seca em 91 anos e seus impactos nos custos de geração de energia.

O inverno já há um período de luz natural menor que ia já refletir na conta de energia. Com as temperaturas mais baixas, os aparelhos que produzem calor, como o chuveiro elétrico, ferro de passar roupa e secadora de roupas, vão gastar mais energia e é preciso cuidado para não tomar um susto na primeira conta com o novo aumento. A bandeira vermelha patamar 2 nas contas subiu 52%, passando de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos. A analista Silvia Machado reforça a mudança forçada de hábito nas residências para baixar as contas de luz. “Ou seja, em pleno inverno banhos mais curtos. Aquecedor em pleno inverno, capricha na manta. Máquina de secar roupa é um tremendo gerador de calor, então comece a se organizar em casa o dia que vai secar roupa, não ligar mais de uma vez ou dias na semana”, ressalta. Silvia Machado lembra que o consumidor deve ficar atento ao selo verde, que indica o consumo de energia ao comprar um aparelho e tirar da tomada os equipamentos.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos

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