Há pouco mais de um mês, a variante delta do coronavírus foi identificada no Brasil. De lá para cá, deixou pelo menos duas vítimas no país e foi registrada mais de 10 vezes, segundo dados do Ministério da Saúde. A nova cepa causa preocupações nas autoridades, inclusive na Organização Mundial da Saúde (OMS), que acredita que a variante, por ser muito mais transmissível, tem potencial para se tornar a dominante no mundo. O infectologista Renato Kfouri afirma que, na prática, nada muda para a população: o correto é continuar praticando o distanciamento social e fazendo uso de máscara. “Clinicamente, a infecção pelo coronavírus é indistinguível se é uma variante alfa, beta, gama ou delta. O interesse na identificação é só biológico, de vigilância, para sabermos que ela está circulando aqui e realizar testes para descobrir se elas estão escapando dos testes diagnósticos, das vacinas já disponíveis. Esse é o interesse na vigilância. Na prática, para o indivíduo, para a população, não muda nada”, diz o infectologista. Renato Kfouri ressalta, ainda, a importância da vacinação completa e em duas doses quando necessário. “A eficácia vacinal de todas essas vacinas para as quatro variantes de preocupação é muito boa para as formas graves. Pode haver um prejuízo na prevenção de formas leves da doença, mas a prevenção de desfechos graves, hospitalização e mortes, a vacinas hoje licenciadas no mundo e as quatro aqui aplicadas no Brasil são altamente protetoras das formas graves da Covid-19 para qualquer variante”, acrescenta. Até agora, a variante delta, também conhecida como indiana, foi identificada em mais de 90 países ao redor do mundo.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

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