Não é possível garantir que todas as respostas ainda não dadas sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco sejam efetivamente apresentados à sociedade e à família. A avaliação foi feita nesta terça-feira pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Nos últimos dias, muitas mudanças e notícias em torno deste caso, que continua sem responder as duas principais perguntas: quem encomendou a morte de Marielle Franco e qual foi a motivação para o crime. Cláudio Castro afirmou que não tem acesso a dados alusivos à investigação, por isso não sabe se será possível entregar para a sociedade e para a família de Marielle as respostas desejadas. Quem diz o contrário, segundo ele, estaria sendo leviano.

“Eu não tenho como responder isso pelo simples fato de que eu não faço parte do processo. É em segredo de Justiça. Seria um crime se eu falasse. Estaria fazendo bravata, que é outra coisa que nunca foi do meu perfil.” Nesta semana, duas promotoras do caso Marielle Franco pediram afastamento das funções por estarem insatisfeitas com a condução das investigações. Em primeiro lugar, policiais civis estariam negociando um acordo de colaboração premiada com a viúva do miliciano Adriano da Nóbrega sem o conhecimento delas. Em segundo lugar, as promotoras teriam tomado conhecimento de que um delegado, preso recentemente acusado de cobrar propina de comerciantes da região serrana, teria tido acesso, de forma ilegal e irregular, a parte das investigações em torno do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, que aconteceu em março de 2018.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga 

Artigo anteriorComércio eletrônico acelera na pandemia e fraudes digitais disparam; entenda
Próximo artigoSem limites, ladrão rouba até farol de carro de luxo em SP