Uma pesquisa encomendada por um aplicativo de compra, venda e aluguel de imóveis ao instituto Offerwise mostra as mudanças no comportamento das famílias no quesito “morar”. O estudo aponta que 16,5% dos brasileiros decidiram se mudar durante a pandemia. Entre os motivos: o desejo ou necessidade de mais espaço e conforto. Esse é exatamente o momento pelo qual passa a bancária Raquel Vilela. Ela mora com o marido e o filho de 6 anos em um apartamento de 70 metros quadrados na zona sul de São Paulo. Com home office, aula remota para o filho e um cachorro que entrou pra família, o lugar acabou ficando pequeno. “A gente tem buscado uma casa com quintal, um espaço maior. Essa questão de não ter espaço, de ficar muito preso, da criança não ter um espaço separado para poder brincar e fazer barulho enquanto nós estamos precisando ficar no silêncio trabalhando.”

O critério “proximidade do trabalho” perdeu importância para as pessoas. Isso é constatado também em outra pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias. Os entrevistados elencaram prioridades para um novo imóvel e estar perto do trabalho foi parar em sexto lugar. Em primeiro lugar, está a segurança da região e, dividindo o segundo lugar, localização central e preço. Falando em valores, as taxas de crédito imobiliário, que seguem baixas, oferecendo boas condições de parcelas, favorecem quem quer sair do aluguel. O mercado também está atrativo para quem quer investir, diz o presidente da Abrainc, Luiz Antônio França. “Fizemos um trabalho que foi ver a valorização na cidade de São Paulo de 2009 a 2019 e verificamos que o imóvel rendeu ao ano a mesma coisa que rendeu a Selic. Então está muito claro que quem comprou imóvel em 2009, em 2019 usufruiu o imóvel e se vender terá um rendimento igual à Selic”, afirmou. Segundo pesquisa da associação, 31% dos entrevistados tem pretensões de comprar um imóvel até 2022.

*Com informações da repórter Carolina Abelin

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