O ex-vereador do Rio de Janeiro Cristiano Girão Martins foi preso preventivamente nesta sexta-feira, 30, em São Paulo, por suspeita de envolvimento em um duplo homicídio qualificado. Os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital do Rio de Janeiro (DHC) também cumpriram mandato de prisão contra o policial militar da reserva Ronnie Lessa, apontado pelas investigações como executor do duplo homicídio. Ronnie Lessa, no entanto, já está preso desde março de 2019 pelo envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. De acordo com as investigações, o crime foi motivado por uma disputa territorial entre grupos de milicianos comandados por Cristiano Girão contra a facção criminosa liderada por uma das vítimas, que tentava dominar a região da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.

As investigações apontam que Lessa foi contrato, mediante a pagamento, pelo ex-parlamentar para a execução do crime. Segundo a Polícia Civil do Rio, Girão foi surpreendido quando dirigia seu carro, após ter saído, ainda na madrugada desta sexta-feira, de uma loja no bairro Pari, área central da cidade de São Paulo, onde dormia para evitar sua localização. Investigações apontam que o ex-parlamentar passou a adotar tal rotina depois da veiculação de que havia um pedido de prisão contra ele. A ação foi realizada com apoio da Polícia Civil de São Paulo, para cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

 

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