A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se pronunciou sobre a aplicação de vacinas da AstraZeneca/Oxford fora do prazo de validade. Em nota, a Fundação afirmou que os lotes apontados não forma produzidos pela Instituição. Uma parte teria sido importada do Instituto Serum, da Índia, e entregues pela Fiocruz ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) enquanto que os demais lotes foram fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A entidade afirmou que está ajudando as autoridades a conseguirem mais informações sobre o caso. “A Fiocruz está apoiando o PNI na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo Programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”, diz a Fundação em nota.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também se manifestou sobre o tema, afirmando que atua na “avaliação da qualidade, segurança e eficácia” dos imunizantes e que, portanto, não é responsável pela aplicação. “Não cabem à Anvisa, assim, a aquisição, distribuição e aplicação dos imunizantes utilizados no PNI. A Agência não recebeu pedido de análise sobre a ampliação do prazo de validade da vacina da AstraZeneca ou foi consultada sobre a aplicação do produto fora do prazo definido em bula”, afirmou a Agência em comunicado. No fim da nota, a Anvisa disse ainda que as vacinas que estiverem fora do prazo de validade “não têm garantias de eficácia e segurança”.

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