A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) amanheceu em greve nesta quinta-feira, 14. As linhas 9 – Esmeralda e 10 – Turquesa não estão funcionando. Já as linhas 7 – Rubi está circulando entre as estações Barra Funda e Caieiras e a 8 – Diamante entre Barra Funda e Barueri. Nessas estações, a integração acontece normalmente. As linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade foram afetadas. Os funcionários da CPTM estão discutindo na Justiça o reajuste salarial e, diante das dificuldades na negociação, o sindicato decretou a paralisação a partir da meia-noite de hoje. A reportagem da Jovem Pan esteve na estação Grajaú, na zona sul da capital, onde passageiros se aglomeraram nas primeiras horas da manhã, inclusive bloqueando a via. Apesar da presença de policiais militares, não houve registro de brigas ou vandalismos. Por volta das 8h30, o grupo que bloqueou uma das vias da Avenida Senador Teotônio Vilela já tinha se dispersado, liberando a circulação dos ônibus municipais.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o presidente da CPTM, Pedro Tegon Moro, fez um apelo para que os funcionários retomem as atividades e não prejudiquem a população. “O setor dos transportes foi um dos mais prejudicados na pandemia, com queda expressiva na demanda e na arrecadação. No primeiro momento, houve queda de 80% na demanda. Hoje operamos com 40% de queda na arrecadação. Isso inviabiliza a negociação salarial com a categoria. Apesar disso, durante toda a pandemia, não houve demissão ou redução salarial. Todos receberam em dia, acima da média salarial e com benefícios.” Segundo ele, todas as medidas legais serão tomadas e a CPTM aguardo decisão da Justiça do Trabalho. De acordo com ele, apesar da necessidade, solicitar a operação Paese é inviável. “O Paese não dá conta de atender uma necessidade tão grande. São 180 quilômetros de linha paralisada. O Paese utiliza a frota residual das empresas de ônibus para atender trajetos pontuais. São 1,2 milhão de passageiros prejudicados.” Pedro Moro afirmou que a SPTrans e a EMTU atenderam prontamente aos pedidos de reforços na região em torno das estações. Em nota, a SPTrans disse que “determinou as empresas de ônibus para que mantenham a operação da frota operacional em 100% ao longo do dia”.

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