O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reafirmou que está estudando formas de incluir a aplicação de vacinas contra a Covid-19 no rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde. Durante depoimento à CPI da Covid-19 no início do mês, o ministro chegou a dizer que, desde o primeiro momento, ele tem chamado a atenção para o papel da saúde suplementar no combate à pandemia, já que os planos atendem 48 milhões de brasileiros e têm receita de R$ 240 bilhões por ano. Em audiência no Senado Federal nesta segunda-feira, Queiroga reforçou que o assunto precisa ser discutido, mas disse que não cabe à pasta impor a regra. “Não é descartado que a Agência Nacional de Saúde Suplementar incorpore ao rol de cobertura obrigatórias a vacinação contra a Covid-19. A política de testagem, com testes rápidos de antígeno. É claro que não é o ministro que delibera sobre isso, tem uma agência regulatória e nós respeitamos muito o marco da regulação nos setores do Brasil, mas não pode deixar de discutir esse tema.”

O advogado especialista em direito do consumidor, Paulo Ferro, avalia que a cobertura da vacinação vai encarecer os planos. “Todo procedimento tido como obrigatório aos planos de saúde tem seu custo repassado ao consumidor. Nesse aspecto, não podemos perder de vista que as operadoras visam o lucro. Além da próxima despesa para compra, o plano de saúde precisará disponibilizar espaço próprio e funcionários qualificados para a aplicação”, pontuou. A expectativa entre especialistas é de que a vacina contra a Covid-19 seja similar à da gripe, aplicada todo ano.

*Com informações da repórter Letícia Santini

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