Durante sua tradicional live no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou sobre as acusações do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) sobre uma possível pressão na compra de vacinas da Covaxin pelo Ministério da Saúde e um superfaturamento nos valores. O presidente afirmou que houve um problema de digitação na nota fiscal. “É uma coisa tão ridícula. Quero deixar claro que, em março deste ano, os auditores do TCU não viram indícios de super preço na compra da Covaxin. Porque 1000%? Teve uma nota que estava escrito três mil vacinas e faltou um zero, eram três milhões, e dá 1000% a diferença. E o preço, a própria Covaxin disse está de acordo com outros 13 países que quiseram comprar. Se haver corrupção no meu governo, pode acontecer algo de errado em alguma obra, a gente vai tomar as providências”, explicou.

Em seguida, Bolsonaro informou que pediu ajuda à Polícia Federal para o caso. “Determinei que a Polícia Federal investigue esse deputado Luís Miranda, que tem uma ficha extensa. Isso aconteceu em março, faz quatro meses, e ele resolve falar para desgastar o governo, pra que isso? Vai ser apurado e com toda certeza quem buscou a mais vai se dar mal. Não gastamos um centavo com a Covaxin, não recebemos uma dose de vacina da Covaxin, que corrupção é essa? Ele não falou em nada de corrupção em andamento. Ele conversou comigo sim, não vou negar, mas não aconteceu nada”, completou.

Já no fim de seu discurso, o presidente disse que pediu ao Ministério da Saúde um relatório sobre o uso de máscara para pessoas que já se vacinaram. “Eu pedi um estudo para opinar sobre máscara e tem gente, até do Supremo, que fala que é ‘impensável’ tirar a máscara. Pessoal, quem já teve o vírus, como eu, e quem já foi vacinado, não transmite e não pega”, contou. No entanto, especialistas alertam que pessoas que já tiveram a doença podem se reinfectar e, aqueles que foram imunizados, também podem contrair o vírus, com menor carga viral, e repassar ao próximo.

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