O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta terça-feira, 1º, a chegada de mais 50 milhões de doses da vacina de Oxford contra a Covid-19. As unidades do imunizante vão se somar às 97 milhões que já existem no país, de diversos laboratórios. O governo assinou com a AstraZeneca o contrato de transferência de tecnologia, que vai possibilitar que toda a produção seja realizada no Brasil. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebe nesta quarta-feira os chamados bancos de células e vírus que vão possibilitar a fabricação do IFA nacional. O material é considerado o coração da tecnologia. Com isso, a expectativa é de que a Fiocruz tenha capacidade de produzir outras 60 milhões de doses da vacina em outubro. O ministro da Saúde comemorou o que chamou de avanço. “Com mais de 600 milhões de doses de vacinas encomendadas, nosso objetivo é oferecer até o final do ano imunização a toda população do país”, disse, reafirmando o compromisso.

O presidente Jair Bolsonaro esteve no Ministério da Saúde nesta terça-feira e ressaltou a importância do Brasil ser autossuficiente na produção das vacinas. “Esse é um grande passo que o Brasil dá. Se não me engano é o quinto ou sexto país do mundo que passa a produzir o IFA e brevemente pudemos até estar exportando essa vacina. O mundo todo só estará seguro depois que grande parte ou quase a totalidade da população mundial tiver sido imunizada”, afirmou. Dentro da meta de ampliar a vacinação no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza na próxima sexta-feira uma reunião extraordinária para avaliar os pedidos de autorização excepcional e temporária para importação e distribuição das vacinas Covaxin e Sputnik V, imunizantes cujo o governo já anunciou a intenção de compra, sendo 20 milhões de doses da Covaxin e 10 milhões da Sputnik V.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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