Gessica Barbosa deixou a prisão no final da tarde de sexta-feira, 30, por decisão da juíza Gabriela Bertoli. A Polícia Civil, que investiga o incêndio à estátua de Borba Gato no último dia 24, em São Paulo, já havia se manifestado pela libertação. A magistrada determinou na sentença que é inviável no momento confirmar a  participação da mulher no delito. O marido de Gessica, Paulo Galo continua preso e a juíza pediu que a promotoria se manifeste sobre a prorrogação do mandado de prisão. Os dois foram presos na quarta-feira, 28, depois que o casal se apresentou espontaneamente para depor. Paulo admitiu ter participado do incêndio que destruiu parcialmente a estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro. Gessica havia informado à polícia que, no momento da manifestação, estava em casa cuidando da filha de três anos. A defesa de Paulo Galo sustenta que a prisão foi influenciada por questões políticas.  Argumenta que o acusado não se escondeu ou tentou atrapalhar a investigação. No interrogatório, Paulo afirmou que o objetivo era chamar atenção e abrir o debate sobre homenagens a figuras históricas polêmicas e sobre seu papel social. Disse também que considera que a meta foi alcançada, e que não pretende realizar novos atos em monumentos.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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