Mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para produzir vacinas contra a Covid-19 chegou aos Brasil. Os insumos desembarcaram no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – RioGaleão – na noite deste sábado, 17. Com a matéria-prima, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) produzirá cerca de 10 milhões de doses de vacina AstraZeneca/Oxford no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos localizado em Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro. A previsão é que as doses sejam entregues no mês de agosto, depois que passarem pelas etapas de processamento final e de controle de qualidade. Segundo dados do Ministério da Saúde, o imunizante da AstraZeneca é o mais aplicado no país. Até o momento, das 154,7 milhões de vacinas de diferentes laboratórios distribuídas a Estados e o Distrito Federal, mais de 75,9 milhões são da farmacêutica anglo-sueca. Cerca de 55% dos brasileiros já recebeu ao menos uma dose da vacina contra o coronavírus e 20% completaram o esquema vacinal.

O diretor-geral de Bio-manguinhos, Maurício Zuma, disse à Jovem Pan, no começo da semana, que a Fiocruz não vai mais conseguir cumprir a meta de entregar até o fim de julho 100 milhões de doses da vacina ao Plano Nacional de Imunização por causa do atraso no calendário de remessas do IFA. A nova meta, agora, é chegar aos 100 milhões de doses no fim de agosto ou no início de setembro. A Fundação Oswaldo Cruz, no entanto, mantém a estimativa de encerrar o ano de 2021 com 200 milhões de doses entregues ao PNI. A produção de vacina com o IFA 100% nacional, após acordo de transferência de tecnologia, também está atrasada: seria iniciada em outubro, agora já se fala em novembro. Para o ano que vem, a Fiocruz já planeja distribuir ao PNI cerca de 180 milhões de doses da vacina.

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