Com forte queda na arrecadação, empresas de Marco Legal do transporte público vai reestruturar e melhorar o serviço, diz setor defendem a criação de um marco legal para o setor. As companhias acumulam prejuízos nos últimos meses por causa da perda de passageiros na pandemia. O assessor especial do SPURBANUSS, que é o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, Francisco Christovam, disse que a situação atual é insustentável. “Já estamos contabilizando mais de 250 paralisações em várias cidades brasileiras. Mais de 30 empresas já entregaram os contratos, os serviços para as prefeituras, demonstrando que não têm mais condições de continuar operando. Acumulamos um prejuízo de cerca de R$ 14 bilhões ao longo desses meses e já demitidos mais de 70 mil trabalhadores”, afirma. O presidente-executivo da NTU, Associação Nacional de Transportes Urbanos, Otávio Cunha, defende uma mudança no modelo de arrecadação das companhias. “Existirá a tarifa pública e a tarifa de remuneração. A tarifa pública é que o usuário vai pagar, e a outra é a justa remuneração pelos serviços prestados. Há necessidade de fazer isso porque, hoje, o passageiro pagante é o único agente que financia esse serviço. Portanto, esse modelo precisa ser alterado”, afirma. Segundo Otávio Cunha, a mudança reduziria a tarifa dos passageiros. A proposta do Marco Legal do transporte público deve ser apresentada em breve ao Congresso Nacional.

*Com informações do repórter Vitor Brown

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