Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realizou um novo estudo técnico para prever a situação hídrica no Brasil até novembro de 2021. Segundo o órgão, o estudo atual traz premissas mais “realistas e alinhadas com o momento econômico atual e às condições conjunturais do SIN (Sistema Interligado Nacional)”. O novo levantamento leva em consideração o crescimento das atividades do comércio e serviços e uma disponibilidade termelétrica reduzida em virtude do longo período de seca enfrentado pelo país. Com a falta de chuva, os reservatórios operam em baixo nível de armazenamento. “O aumento da carga em conjunto com a redução da disponibilidade termelétrica resulta em uma degradação dos níveis de armazenamento ao final do período seco quando comparado com os resultados do estudo prospectivo anterior, em especial dos subsistemas Sul e Nordeste”, diz documento. A atualização do estudo incorpora ainda as flexibilizações de restrições hidráulicas já autorizadas e considera o aumento do PIB para 4,5% ao ano, em vez dos 3% ao ano.

Levando em conta os novos parâmetros, o ONS prevê um “esgotamento de praticamente todos os recursos no mês de novembro”. “Com relação ao atendimento aos requisitos de potência, observam-se sobras bastante reduzidas no mês de outubro, com o esgotamento de praticamente todos os recursos no mês de novembro”, aponta a nota técnica. Apesar do alerta, o órgão afirma que em ambos os cenários analisados não há risco de desabastecimento elétrico, “mesmo diante das piores sequências hidrológicas de todo o histórico de vazões dos últimos 91 anos”. “Embora o estudo indique que até o fim de 2021 a situação permanecerá sensível, o Operador está acompanhando os desdobramentos das ações já em curso e atuando dentro de suas atribuições para aumentar a oferta das fontes de energia e garantir que não haja a suspensão do suprimento elétrico”, finaliza o ONS.

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