A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou nesta segunda-feira, 2, que os fragmentos de ossos encontrados durante a investigação do desaparecimento de meninos em Belford Roxo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, não eram humanos. A ossada foi encontrada na última sexta-feira, 30, após um homem denunciar o próprio irmão pela suposta ocultação dos cadáveres de Fernando Henrique Ribeiro Soares, de 11 anos, Alexandre da Silva, de 10 anos, e Lucas Matheus da Silva, de 8, que sumiram após saírem para jogar bola em um campo de futebol da comunidade do Castelar em 27 de dezembro de 2020. Os ossos tinham sido encontrados nas imediações de uma ponte da cidade.

A polícia tem uma série de hipóteses envolvendo o desaparecimento dos garotos. Uma delas é de que os meninos teriam tentado roubar um passarinho em uma área controlada pelo tráfico de drogas. O roubo teria sido suficiente para os traficantes darem um corretivo nas crianças que até hoje sumiram, e há a grande chance de terem sido executados pelo “tribunal do tráfico”. Segundo investigações, os integrantes da facção criminosa chegaram a acusar falsamente uma família pelo sumiço dos meninos para prejudicar o trabalho da polícia. Eles teriam provocado a tortura e a expulsão de um morador, de sua companheira e dos quatro filhos menores de idade do casal.

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