Apesar da alta de casos da Covid-19 no Estado, o secretário de desenvolvimento regional de São PauloMarco Vinholi, avaliou nesta sábado, 26, em entrevista ao Jornal da Manhã, que o Plano São Paulo tem funcionado bem e que a prorrogação da fase emergencial até o dia 15 de julho é suficiente. “É importante ressaltar que as medidas estão corretas e que esse modelo de gestão compartilhada com as prefeituras tem dado muito resultado. Os prefeitos têm tomado as medidas necessárias e isso é resultado do modelo adotado pelo Plano São Paulo neste momento”, afirma o secretário. Atualmente, 127 cidades paulistas adotam regras mais rígidas do que as definidas pelo governo do Estado. “Nós começamos no Plano São Paulo como um modelo em que o Estado todo tinha a mesma regra. Depois, partimos para o modelo regionalizado. E agora, esse compartilhamento com os municípios. Isso tem dado um resultado muito grande, porque a sociedade local acompanha a efetividade das medidas, nós damos todo o apoio para o município e, no paralelo a isso, garantimos o atendimento hospitalar para toda a população”, avalia Vinholi.

O secretário ressalta que, mesmo com a alta dos casos, o número de internações tem sofrido queda, um resultado aliado da efetividade do Plano São Paulo com o avanço da vacinação contra Covid-19 no Estado. “A busca que o governador João Doria fez para ter a vacina aqui no Estado de São Paulo e no Brasil vem dando resultado. Quando a gente olha para essa alta de casos, mas observamos a redução dos números de internações, a gente vê a efetividade da CoronaVac, da implementação da imunização do estado de São Paulo”, explica. Na última semana, o Estado de São Paulo, principalmente a capital, sofreu com a falta de imunizantes. Vinholi explica que o problema é consequência não só da logística complexa no Estado, mas também do pouco estoque de doses. “É um grande trabalho logístico. Quando chegam as vacinas em São Paulo, no mesmo dia elas vão pra todos os cantos do nosso Estado. É um fluxo muito grande. As prefeituras também tem uma logística pra se fazer”, explica. “Mas São Paulo vem fazendo um grande trabalho. É a sétima cidade mais populosa do mundo e avança com o sistema de imunização que tem uma logística complexa, mas que tem sido muito efetiva”, defendeu o secretário. “A segunda questão fundamental é que o Ministério de Saúde possa cumprir o cronograma apresentado. A gente tem que ter como prioridade a imunização no Brasil e não questões paralelas, como a gente tem visto ao longo de todo esse processo. São questões que não tem nada a somar para saúde da população brasileira. Portanto, é hora de vacina e isso nós vamos seguir cobrando do governo federal”, concluiu.

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